terça-feira, 28 de setembro de 2010
AMOR LIVRE
Meu amor venho por meio desta
Tentar falar um pouco de mim e dos meus sentimentos
Na esperança de que me aceite ou me compreendas...
Nossa projeção está nos transparecendo a cada dia
Nos revelando sem mascaras
eu te conheço e você me descobre e denuncia
Como te disse, chego até você de uma forma
Bruta e pré-moldada cheia de vícios e virtudes
Com um sorriso e o rosto lavado de lágrimas
Venho impura porque sou humana!
E disposta a sucumbir a todos os seus desejos...
Adoro o seu jeito,
Adoro o seu jeito de mulher
Que me atrai em tudo!
Cada gesto seu,
Cada sorriso,
Cada toque,
Cada olhar
Por mais disperso que ele seja
Te quero tanto bem meu amor
Quero que você encontre em mim um refugio
A sua hora de descanso
Quero ser sua AMIGA e mulher
Partilhar segredos e aflições
Alegrias e tristezas
Ser o seu colo o seu ombro.
E quando você pensar que no mundo não há mais lugar pra você
Que você busque os braços meus sempre a te esperar,
Que você encontre em meus seios o conforto pro seu cansaço,
Que você encontre em meu corpo o seu abrigo
Quero ser a coisa boa,
Liberada ou proibida!
Te quero livre porque sei que é assim que no seu intimo sente-se bem
E quando partires vou esperar ansiosa por sua volta
E rogar para que não se perca de mim em suas aventuras.
E se te quero assim: LIVRE
Se não ciumo do teu beijo em outras bocas,
Do teu corpo dentro de outro corpo que não o meu
"É porque aprendi te aceitar assim
Já me acostumei a perdoar você"
Embora não possa negar que vez ou outra
Te deseje como te sinto agora
Penetrada em minhas entranhas
Inundando meus pensamentos
Pintando o seu rosto pálido e arredio nas paredes da minha alma vazia.
Não queria confessar-te isso, para que não sinta-se culpada e me empurre pros braços de outra
Mas só Deus sabe o quanto me custa manter essa indiferença
E me sujeitar a ser apenas ISSO!
O quanto me dói não fazer parte dos seus planos
De não ser sua companheira...
"o meu amor imperfeito ou perfeito fui eu quem o quis assim!"
Só não prive de mim essa alegria que eu sinto ao te ver
Esse calor que queima aqui ao te tocar
Esse bater descompassado do meu coração quando penso em você
Não tire de mim essas noites mau dormidas...
Não tire!
Porque você não imagina o quão delicioso é poder sentir tudo isso
Sinto-me viva e preciso de você pra sobreviver ao meu coração.
Não peço-lhe muito não...
Peço-lhe apenas que me deixe ficar e beijar-lhe a boca de vez enquando.
Leila Machado.
sábado, 18 de setembro de 2010
DRASAN <---
Em fim te encontrei
Passei por tantas vidas
De amigo a amigo
para em fim chegar a você.
Quando te vi, busquei outro rosto que não o teu
busquei lembranças recolhidas ao passado recente da pagina que virei
E você mostrou-me que era muito mais do que as lembranças que eu carregava
sorriu para mim e me encantou.
Apartir daquele momento, eu quis encontrar teus olhos
queria que você visse em mim os meus te buscar
E não sabia que os teus também me buscavam
e me buscavam o corpo inteiro
cada curva do corpo meu
Eu te despertei os desejos mais íntimos
e você despertou-me um coração gelado e adormecido
Os dias foram passando, passando
e eu não podia te ter a hora que quisesse
porque eu fazia morada nos braços de outra
e tu nas casas das outras
porque eu beijava a boca de outra enquanto pensava em você
e você foi assim...
Me invadindo e tomando posse de mim
Em ti, em todo o seu todo
eu me encontro, como jamais me encontrei em alguém
como jamais me perdi por alguém
Você brinca comigo e se diverte com minhas caras e bocas
com as minhas interrogações
com ar de quem quer te dizer alguma coisa
e talvez queira realmente, mas não posso querer
não tenho esse direito.
Nos identificamos tanto, e esse tanto
é tão pouco, tão insuficiente
pra te ter só pra mim
E eu me deixo levar por tuas vontades
pois elas não são as minhas mas ainda assim me satisfazem...
Porque o teu querer é mais que meu bem querer
me presto a condição de amante em terceira pessoa
e pior, singular!
Porque as vezes penso que só eu te quero
(e no fundo sei que essa é a mais pura verdade)
que só eu sofro, que só eu quero querer que sejamos apenas nós!
e mais ninguém...
Fico a espera de uma vaga em sua agenda
de um telefonema seu
uma mensagem de texto que acaricie meu rosto
e depois me ofenda, como um tapa na cara.
E a culpa não é sua meu amor, não, não é!
eu é quem quero, te ter mesmo que seja assim...
pela terça metade
dizendo-me verdades de outros amores que tens
de outras bocas que beijas
e contento-me com as migalhas que as outras deixam para mim.
Leila Machado.
Passei por tantas vidas
De amigo a amigo
para em fim chegar a você.
Quando te vi, busquei outro rosto que não o teu
busquei lembranças recolhidas ao passado recente da pagina que virei
E você mostrou-me que era muito mais do que as lembranças que eu carregava
sorriu para mim e me encantou.
Apartir daquele momento, eu quis encontrar teus olhos
queria que você visse em mim os meus te buscar
E não sabia que os teus também me buscavam
e me buscavam o corpo inteiro
cada curva do corpo meu
Eu te despertei os desejos mais íntimos
e você despertou-me um coração gelado e adormecido
Os dias foram passando, passando
e eu não podia te ter a hora que quisesse
porque eu fazia morada nos braços de outra
e tu nas casas das outras
porque eu beijava a boca de outra enquanto pensava em você
e você foi assim...
Me invadindo e tomando posse de mim
Em ti, em todo o seu todo
eu me encontro, como jamais me encontrei em alguém
como jamais me perdi por alguém
Você brinca comigo e se diverte com minhas caras e bocas
com as minhas interrogações
com ar de quem quer te dizer alguma coisa
e talvez queira realmente, mas não posso querer
não tenho esse direito.
Nos identificamos tanto, e esse tanto
é tão pouco, tão insuficiente
pra te ter só pra mim
E eu me deixo levar por tuas vontades
pois elas não são as minhas mas ainda assim me satisfazem...
Porque o teu querer é mais que meu bem querer
me presto a condição de amante em terceira pessoa
e pior, singular!
Porque as vezes penso que só eu te quero
(e no fundo sei que essa é a mais pura verdade)
que só eu sofro, que só eu quero querer que sejamos apenas nós!
e mais ninguém...
Fico a espera de uma vaga em sua agenda
de um telefonema seu
uma mensagem de texto que acaricie meu rosto
e depois me ofenda, como um tapa na cara.
E a culpa não é sua meu amor, não, não é!
eu é quem quero, te ter mesmo que seja assim...
pela terça metade
dizendo-me verdades de outros amores que tens
de outras bocas que beijas
e contento-me com as migalhas que as outras deixam para mim.
Leila Machado.
domingo, 5 de setembro de 2010
EU E A CHUVA
Enquanto eu brincava nos teus sonhos...
Esquecia de sonhar os meus
Tão longe e tão distante de tudo eu quis ficar
Que me escondia dentro de ti
A mesma distancia que quase alcanso agora
Branda e temerosa.
Corri tanto, com tanto desespero que não quis olhar pra tras
Me vejo perdida na trilha que criei rumo a meus passos
Pareço nao caber mais dentro desse mundo, dessa criação
Olho a chuva que agora cai escorrendo pelos galhos da arvore
E a quero sentir assim, fina no meu rosto, na minha pele
Queria voar, voar e voar,
apenas voar por entres os pingos...
pra qualquer lugar que me fizesse esquecer
Qem eu sou.
Leila Machado.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
VENENO SAUDADE
Há uma dor a corroer meu peito
A esta dor dou o nome saudade
Esta me dilacera, corta-me,
Retalha-me e me serve
Crua e sangrando
Bebe-me, suga-me,
Devora-me, mastiga-me lentamente...
Envena-me, com sua lembrança em êxtase.
Arranca de mim tudo!
E me preenche apenas dela...
Invade-me corrupta saudade...
Penetra-me forte, dolorosa saudade...
Estupra-me pálida saudade!
Pula, tripudia, tolera-me sarcástica saudade!
Porque eu já não tenho mais vida sem ela,
Sou apenas um corpo vazio vegetando no nada...
Porque eu me recuso a ser metade,
Ser um ao invés de dois em um...
Deito minha alma longe do meu cadáver já putrefado
Porque não suporto mais meu corpo,
Meu lugar vazio distante de ti.
Viver tornou-se o mais infeliz dos castigos...
Saudade hoje alicerces de mim, paredes de mim,
Mata-me feito trepadeira, feito sanguessuga, parasita.
Esfaqueia-me dia após dia
Até a última gota de orvalho
Até o ultimo suspiro longe de minha amada
Saudade ri de mim.
Leila Machado.
Leila Machado.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
JANELA CINZA
Hoje me sinto seca...
Há vários dias que não escrevo
Do meu útero, nem uma misera letra
Dos meus lábios também não
Sinto-me cansada, desanimada
Tudo continua no lugar
As paredes da minha casa ainda firmes
O teto também, no lugar
Meu amor nesse momento lava a louça
Na pia da cozinha a espera de amor,
Um abraço, um carinho qualquer
A casa está vazia além de nós
A TV fala sozinha
Alguma comida está no fogo sendo preparada
Para o almoço
O Sol até brilha lá fora, vejo aqui da janela
Aliás, da janela vejo muito mais que o Sol
Vejo algumas plantas verdes,
Meu muro, desbotado,
O portão e a rua
Algumas pessoas passeando com pressa
E do outro lado da rua
O muro do vizinho
Sem janelas
Embora tudo da minha janela para dentro
Pareça cinza
A cortina balança levemente
E eu na esperança de que nesse balanço
O vento traga consigo minhas palavras perdidas.
Quero sentir outra vez...
A dor de parir meus textos.
Leila Machado.
Leila Machado.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
DO AMOR QUE TRAGO
O amor que sinto aqui é diferente de todos os outros, ele me toma quando quer
Me veste suas roupas me põe na cama e nem me olha...
Me veste suas roupas me põe na cama e nem me olha...
O amor que sinto aqui é a coisa mais estranha e mais gostosa que já tive.
Por vezes me quer, me deseja feito fera no cio, me come me devora, arranca pedaços de mim com seus beijos que mais parecem os primeiros de um tão seguido nunca antes.
Surpreende-me sempre a cada beijo.
Surpreende-me sempre a cada beijo.
Outras vezes parece que eu não existo, sofre e chora quando eu desabafo nas minhas poesias cruéis e enfeiadas...
Meu amor oscila entre o me ter e o me negar
Por que pinto ele das palavras mais horríveis e mais hediondas, quando me nega a sua atenção.
Esse amor é tão bom, mas tão bom que me basta ele e o egoísmo, nada mais!
Quero-o só pra mim, e quero que um mundo lá fora se acabe quando estamos uma nos braços da outra no quarto, na sala, na cozinha ou em qualquer lugar, apenas nós duas!
Meu amor é um segredo guardado a sete chaves, é uma cara maquiada, meu amor é uma relíquia, um tesouro perdido numa caixinha que eu roubei pra mim.
E a esse amor grego, me entrego entre tapas e beijos em um duelo incessante de poesia.
Meu amor não me mata em seus contos policiais, me enfeita tanto nos seus poemas, me chama de Iemanjá e quando acaba me pergunta:
- Satisfeita, agora que já se encontra adornada de flores?
Meu amor me enche a alma, me lava em saliva, me despe com facilidade, basta apenas fechar os olhos enquanto lhe beijo, fica desarmada coitada, tão menina, tão inocente no meu prazer grudado a seu corpo...
Meu amor é tão cheia de medos, meu amor diz que tem um nome a zelar e que eu...
Sou uma doidivanas sem juízo, perdida no paraíso que criei pra nós, mas não resiste a minha presença...
Joga em minhas mãos a doce responsabilidade de lhe beijar a boca, de tocar seu corpo, como só eu sei tocar, mansa, amena e aprazível em seu sexo.
Meu amor não é cor de rosa, meu amor é amarelo, a cor que não gosto, mas lembro-me agora que quem desdenha quer comprar...
Meu amor tem na cabeça borboletas, mas tem a rispidez e a severidade de uma coruja quando acha que já perdi o juízo e nos exponho nas fotos, nas palavras que cá escrevo pensando que só eu sei do que estou falando...
Já não é mais segredo entre nós, por que eu o inventei assim, tão perfeito e cheio de defeitos só pra mim, o inventei para me distrair, para satisfazer meu ego sem querer querendo, mais querendo sim do que não.
A esse amor nunca dei uma rosa branca, a esse amor dei apenas meu corpo vazio e tão cheio de amantes
Dei meu prazer, sem nem imaginar que seria tão viciante feito droga na veia, feito álcool de vinho.
E desse amor não espero um amanha não posso, ele não me da esse luxo, vivo hoje com paixão e fervor, com temeridade de não saber se vou beijar-lhe a boca quando o Sol sair ao amanhecer...
Tenho medo sim, medo mesmo, e mais medo ainda de dormir e acordar sem ele, o que sempre acontece e eu nunca me acostumo...
Esse amor só me osculou o corpo, a minha sexualidade uma vez, e eu não o quis mais, tive medo de morrer em seus braços na segunda tentativa
Desse amor, não quero sexo, quero e não quero
Desse amor quero mais amor, mais e mais e mais...
Desse amor, não quero sexo, quero e não quero
Desse amor quero mais amor, mais e mais e mais...
Só!
Não tenho como, não posse exigir mais que isso
Esse amor me faz ficar assim burra e perdida nas letras soltas
Tentando organizá-las em prosa para que entenda
Para que acredite que deveras o que sinto por meu amor...
É amor!
Desculpe se não sei falar do amor do jeito que tu queres
Se só sei escrever de modo ofensivo
A vida me ensinou a ser assim, dura feito aço
Fria feito gelo, agressiva
Mas eis que aqui deixo essas pobres palavras...
Tentando desesperadamente, fazer com que você me enxergue
Me chame, me note, me ame e não me negues!
Nunca mais!
Leila Machado.
Leila Machado.
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